quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Oficina gratuita de Contato-Improvisação







Durante os fins de semana de Setembro o projeto “Dança para todos” de Consuelo Alves Rosa, oferecerá aulas de dança gratuitas nos parques de Belo Horizonte.

Dias 3 e 4 de setembro | Confira a programação no parque das Mangabeiras
Dias 10 e 11 de setembro | Confira a programação no parque Lagoa do Nado
Dias 17 e 18 de setembro | Confira a programação no parque Ecológico da pampulha

As atividades acontecerão àos sabados e domingos, das 10h às 16h.

O Palimpsesto indica aoss sábados a oficina de Contato-improvisação por Sarah Vaz
De 10h ao 12h

O contato-improvisação é uma técnica corporal que propõe um diálogo físico por meio da troca de peso e do contato que possibilita uma profunda percepção de si mesmo e do outro.

A dançarina Sarah Vaz é formada em Pedagogia do Movimento para o Ensino da Dança pela UFMG, estudante de Fisioterapia e integrante do grupo Dança Jovem. Ela desenvolve o estuto da técnica de Contato-Improvisação há três anos tendo participados dos festivais internacionas no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador



terça-feira, 31 de maio de 2011

DJ Saravah Rosa


Estudante de música e dança, Sarah Vaz combina o estilo clássico com o pop. Sua formação como bailarina faz do set um convite à dança. Influenciada principalmente pela Black Music e o Jazz, a DJ investe na filosofia de New Orleans de uma mistura fina entre raças e estilos próprios. Seu set inusitado consegue passar pela tradição da bossa, do jazz e das trilhas sonoras de musicais. Transitando por essa escrita musical de tradição e raiz negra que o set se transforma e leva a novas linguagens como o rock and roll.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Hoje

Hoje já nao sei mais nada
Não conheço mais nada

A poesia do cotidiano se perde entre dias cansados

A água cai
A água cai

E parece que nada transborda no papel

Apenas corações vazios e frios
Desconhecidos me procuram

Entre um e outro
Não me encontro
Não me vejo


Entre caóticos pensamentos
Corpo cansado e nu

Só te peço isso

Ar na quarta corda

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vote na melhor imagem do Natal!!!




Em 2008, se me lembro bem, estava trabalhando em um shopping.
Para aqueles que ainda não passaram por essa experiência, podem ainda sentir o gosto desse "espírito natalino" tão cultuado.

No dia 21 de Dezembro saí do shopping como de costume, às 22h. Estava em pleno centro da cidade e tinha vendido no dia cerca de R$7.000,00 . Enfim, saí um pouco assustado com a freneticidade das pessoas, com a falta de cordialidade, e com o desespero do comprar dos meus clientes.





Quando andava até o ponto fui abordada por um senhor de cerca de 45 anos, que tinha cheiro forte de uréia humana, muito mal vestido e com a barba mal feita. Ele me chamou com voz calma e baixa: "Moça você pode comprar uma fralda pra minha filha? Ela tem 7 meses e está com alergias na pele, precisa de uma fralda descartável, não tenho como comprar"

O consumo em massa me assusta. Principalmente os valores hedonistas e manipuladores que envolvem o discurso do "ser bom" para Papai Noel. A reciclagem dessa imagem forçada pelos processos de personificaçao das sociedades com o mínimo possível de coacçao e o máximo possivel de opções, com o mínimo de auteridade e o máximo de desejo leva como signo a domestificaçao autóritaria de um desejo único: consumo. Nem que seja uma bandeira política, compre essa ideia ou curta, compartilhe.




Ainda tremo quando lembro disso. Cheguei em casa não conseguia parar de chorar . Fui tomada por uma tristeza profunda, como se aquele homem tivesse rasgado algo em mim.
A imagem dele foi como um choque, no dia seguinte, não consegui ir trabalhar, não consegui mais vender. Não, o Natal não vem em uma caixa , vem em uma imagem.

Não compro mais no Natal.







segunda-feira, 15 de novembro de 2010

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ryan Larkin | Revolução da animação

A animação considerada por muitos uma arte menor, jogada hoje as mil informações do youtube, teve nos anos 60 um dos grandes artistas da nova geração: Ryan Larkin.

Larkin foi um animador canadense, artista, escultor e discípulo de Norman McLaren (curta-metragista experimental e um dos grandes nomes da animação mundial) na National Film Board of Canadá. Como os grandes artistas dessa época se perdeu em sua geniosidade em um mundo de muitas drogas (deixo o sexo e rock and roll sub-entendido).

O que me impressiona no trabalho de Larkin é a capacidade de transformação do movimento, entre um passo e outro, seja no seu trabalho nomeado para o Oscar Walking de 1966 ou seja no Street Musique de 1972 aclamado pelo público. Mesmo em seu primeiro trabalho Syrinx (1965) já notamos uma capacidade de transformar o desenho em movimento, onde uma forma entra na outra.
Muito da vida de Larkin se transformou em um documentário também animado de Chris Landreth onde assistimos o corpo de Ryan e de Chris serem amordaçados e despedaçarem em meio de fracassos e traumas. Um mundo em meio as drogas e arte no cotidiano de Ryande uma forma onde o corpo despedaçado conta mais historias que o próprio filme.

Confira abaixo o documentário e alguns dos filmes de Ryan.



Walking 1968






Ryan (2004) de Chris Landreth


Street Musique 1972












Dica de Livro | Marcovaldo




Ler Calvino é sempre um momento de prazer dentro do cotidiano caótico.
O livro Marcovaldo marca a passagem do autor de um neo-realismo para a exploração
da fábula e do fantástico. Publicado em 1963 o livro conta a historia de um operário que
se demonstra perdido dentro da cidade. Marcovaldo não consegue enxergar prédios se perde nas texturas das árvores. A selva do asfalto, para o personagem, se demonstra uma imitação, um engano. Seus olhos nao sao adequados para signos da vida urbana.
Dentro da cidade Marcovaldo abre portas para a visão do leitor em um busca pela natureza microscopia dos detalhes: cogumelos que brotam em canteiros, aves migratórias, mudanças da estação. O personagem assim desdobra poeticamente as misérias da exitencia. O livro publicado pela companhia das letras ganha o Prêmio Jabuti 1993 de Melhor Produção Editorial de Obra em Coleção.